Lei das Goleiras: mãe que perdeu filha em acidente luta por uma cultura de prevenção no país

Escrito em 28/09/2026
Diego Pereira

A recente tragédia no Colégio Cristóvão de Mendoza, em Caxias do Sul, onde um menino morreu após a queda de uma trave, trouxe de volta o alerta sobre a segurança nas quadras esportivas e o cumprimento da legislação no estado.

A Lei das Goleiras no Rio Grande do Sul nasceu da luta de uma família de Porto Alegre: após perderem a filha Marina Fallavena em 2022 em um acidente idêntico, sua mãe, Adriana Espírito Santo, mobilizou autoridades, e o debate na sociedade, e após, via Assembleia Legislativa foi aprovada Lei Estadual que tornou obrigatória a fixação dessas estruturas em espaços públicos e privados.

Em entrevista ao Jornal da Caxias, Adriana contou que toda vez que um acidente similar acontece, ela revive cada minuto daquele dia e sente a necessidade de alertar as famílias.

Ela que também é médica pediatra, apontou a necessidade de falar sobre a prevenção de acidentes. Disse que o país não tem a cultura de prevenir e que é preciso instalar gradualmente.

Adriana informou que vai se reunir com o CREA para que construtoras e empresas de reformas entrem na luta. Contextualizou que tanto os acidentes da Marina quanto do Fabian ocorreram em períodos de reparos quando as estruturas ficaram soltas.

Ela explicou que a legislação estadual prevê, além da prevenção e fiscalização, a punição em caso de acidentes.

De acordo com Adriana, a cada 40 dias é registrado um acidente com traves de goleira no país, sendo a maioria fatal. Além disso, citou que a principal causa de morte no Brasil entre 1 e 14 anos é decorrente de acidentes. Por fim, informou que agora busca a implantação de legislação federal.

Acompanhe, em áudio e vídeo, a entrevista na íntegra ao Programa Jornal da Caxias desta segunda-feira (28).

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